Educação a Distância

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ILIAS LMS – Aprendizado Integrado, Sistema de Informações e Trabalho em Cooperação

Otimizando seu negócio com tecnologia
Figura 1 – Fazendo um curso a distância

O Ensino a Distância, também conhecido como Elearning, EAD e Ensino Virtual, se trata de uma modalidade de ensino relativamente nova, que objetiva transmitir educação via web. Estudos constataram que o primeiro curso a distância fora lecionado via correspondência, a partir de uma idéia revolucionária de Hans Hermod.

Hans Hermod, diretor de uma escola que ministrava cursos de línguas e cursos comerciais, ofereceu o primeiro curso por correspondência.

Wikipédia

Problema

No processo de análise e escolha da plataforma LMS adequada, o responsável, no papel de gestor, se vê preso à opção mais implícita e utilizada, descartando a possibilidade do teste de aplicações alternativas. Grande parte da escolha é embasada na prática do uso de ferramentas mais utilizadas, e também muito se deve às análises de risco, além do receio comum de se aventurar e fracassar no desconhecido.

A pesquisa parte do princípio de que a solução de LMS escolhida deva se basear em dados comprobatórios, dados e estatísticas que realmente possam dar poder de decisão e posicionar estrategicamente o leitor, a respeito da escolha da solução LMS adequada às suas necessidades. Formatos de curso estão relacionados ao nível de ensino, exemplificando por ensino médio, cursos técnicos, cursos de graduação. É possível documentar associações, de forma genérica, dos formatos de curso a configurações adequadas em plataformas LMS?

O conceito de Ensino a Distância, com origem em 1840 por Pitman (ALVES; ZAMBALDE; FIGUEIREDO, 2004), que iniciou um curso regular de taquigrafia por correspondência, passou pela radiolocução em meados de 1947 por SENAC e SESC MARQUES (2004), por projetos do governo, e por telecursos da Fundação Roberto Marinho (TELECURSO 2000) via televisão, hoje evolui ao nível de plataformas virtuais, aplicativos mobile, tornando o processo de aprendizagem cada vez mais dinâmico. As instituições têm buscado operar, também, a partir da modalidade de ensino a distância, devido ao custo menor e o maior alcance de alunos. Problemas comuns da área são: suprir a presença física do tutor, a ausência da convivência em grupo e o respeito de datas para entrega de tarefas.

As instituições que planejam a implementação da nova modalidade de ensino devem, além de, no caso do Ensino Superior, se registrarem no Ministério da Educação, optar entre o desenvolvimento de uma solução de portal LMS (learning management system) própria, ou escolher uma das opções de portal LMS open source disponíveis atualmente. LMS, cuja sigla se refere a sistema de gerenciamento do aprendizado, é melhor definido por COLL e MONEREO, (2008), como “ (…) um sistema que permite a administração e entrega de conteúdos e recursos de aprendizagem aos estudantes.”.

Figura 2 – Escolha do LMS
Fonte: Upside learning

Hipóteses

É provável que uma análise criteriosa dos formatos de curso a serem empregados venha a direcionar, de forma mais eficaz, a implementação da solução de LMS. Se faz necessário um estudo com orientação comparativa, que documente e valide requisitos funcionais frente aos recursos oferecidos pelas soluções disponíveis. Uma pesquisa exploratória, de caráter experimental, pode confrontar e gerar informações sobre as definições em pauta.

Objetivos

Objetivo geral

Nortear futuras pesquisas e decisões em projetos a respeito de formatos de curso e plataformas relacionadas para o ensino a distância.

Objetivos específicos

Esclarecer e relacionar cada formato de curso a sua(s) plataforma(s) adequada(s). Associar e apresentar os formatos de curso disponíveis, suas configurações e candidatas a plataforma correspondentes. Dar poder de decisão e posicionar estrategicamente o leitor, para que inicie seu projeto de EAD a partir de informações confiáveis. Documentar associações, de forma genérica, dos formatos de curso e suas configurações adequadas em plataformas LMS.

Justificativa

Justifica-se o estudo com o objetivo de se documentar associações de plataformas para cada necessidade e formato de curso. Atualmente são insuficientes as referências em relatos de testes exploratórios com a mesma finalidade, e muito se deve à tão recente ascensão do conceito de ensino a distância via plataforma virtual e a exigência técnica do estudo, de conhecimentos prévios do(s) pesquisador(es) a respeito de desenvolvimento web e pedagogia.

Metas

O relato resultará em um referencial padronizado que sirva como direcionador para futuras pesquisas com a finalidade da implantação de Ensino a Distância via LMS. O estudo deve ser concluído dentro do prazo, respeitando os seis meses de duração, com margem para adequação a padrões.

Apresentaremos as bases teóricas que fundamentam a pesquisa. Optou-se por um modelo de documentação de experimentos através da prática, uma vez que se encontra disponível uma grande variedade de soluções virtuais com a finalidade de prover serviços para educação a distância. Os conceitos a serem abordados são de ensino a distância, experiências documentadas e análises de ferramentas. As fontes pesquisadas são artigos de periódicos nacionais e internacionais. A literatura abrange o período de 2001 a 2013.

Os autores estudados são: CUNHA, M. B. (…) 1999, GONCALVES, M. (…) 1997, AGUIRRE, J. (…) 1998, SCHLEMMER, E. (…) 2005, ZUIN, A. S. (…) 2006, Pichon-Rivière, E. (…) 1982, Oaks, S. (…) 2002, Rosa, M. E. S. (…) 2006, ZAÏANE, O. (…) 2001, SRIVASTAVA, J. (…) 2000, COOLEY, C. (…) 1999, THORPE, M. (…) 2000, WEBSTER, A. (…) 2006, BRASIL (…) 2005, KELLY, S. U. (…) 2002, SCHWIER, R.A. (…) 2002, HERRINGTON, J. (…) 2003, MILLER, N. (…) 2001, MARCUS, F. (…) 2006, HERRINGTON, J. (…) 2003. BODENDORF, F. (…) 2009.

Definição de Ensino a Distância

Acesso aos conteúdos via web
Figura 3 – Acesso aos conteúdos via web

No Decreto de número 5.622, de 2005, a modalidade do Ensino a Distância é definida como aquela em que “a mediação didático – pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, envolvendo estudantes e professores no desenvolvimento de atividades educativas em lugares ou tempos diversos”.

Segundo SCHLEMMER, E., (2005) “(…) A EAD consiste, então, em um processo que enfatiza a construção e a socialização do conhecimento, assim como a operacionalização dos princípios e fins da educação, de modo que qualquer pessoa, independentemente do tempo e do espaço, possa tornar-se agente de sua aprendizagem, devido ao uso de materiais diferenciados e meios de comunicação que permitam a interatividade (síncrona e assíncrona) e o trabalho colaborativo/cooperativo”. O autor é subjetivo e não esclarece adequadamente de que forma acontece a citada operacionalização dos princípios e fins da educação. PERRATON, H., em 1988, definiu educação a distância como “um processo educacional no qual uma proporção significante do ensino é promovida por alguém distante em espaço e/ou tempo do aluno”. MOORE, M., em 2007, relata que “a educação a distância originou-se na Alemanha, na Universidade de Tubingen”.

A segurança do Ensino a Distância

Conforme pontua GONCALVES, M., (1997), “(…) a proteção básica dos documentos na WEB deve levar em conta: (a) o endereço IP ou a identificação da sub-rede ou do domínio usado; (b) o nome e a senha do usuário; (c) a utilização de criptografia de documentos “. No que diz respeito ao usuário, ressalta novamente que “(…) informações sobre um usuário podem incluir: (a) o endereço IP de sua máquina; (b) o nome do servidor; (c) o momento do acesso (data e hora), (d) o nome do usuário, se conhecida sua identificação; (e) o endereço URL requisitado pelo usuário; (f) os argumentos submetidos via formulários, (g) o status da requisição do usuário; (h) o tamanho do documento transmitido”, definindo, assim, requisitos de segurança tanto para o conteúdo, quanto para o usuário.

COOLEY, C., 1999, “(…) além de remover registros inúteis (e.g. arquivos de imagens), deve-se identificar os diferentes usuários, organizar os acessos em sessões associadas aos respectivos usuários, etc. O autor não detalha a identificação dos diferentes usuários, mas deixa clara a separação entre seções, caracterizando o que conhecemos como acesso restrito. O reconhecimento e validação de voz para provas orais (speech recognition ABEL, F., 2006), é viabilizado por meio de perceptores multicamada que comparam curvas espectrais, como no gráfico:

Em seu estudo, o autor documenta o processo para desenvolvimento do sistema de autenticação de voz, cujo objetivo era “efetivamente eliminar plágio em potencial associados ao envio de tarefas em plataformas e-learning”. A eficácia do sistema (97.5%) foi considerada mais que suficiente, e seu nível de exigência pode ser configurado, caracterizando uma técnica que utiliza a comunicação a favor da segurança.

Comunicação no Ensino a Distância

Nos dizeres de ZUIN, A. S., 2006, a “(…) utilização dos recursos audiovisuais mais refinados não significa, aprioristicamente, que as pessoas se comunicam”. A pontuação do autor se mostra pertinente, uma vez que o uso de recursos se dá, basicamente, por uma comunicação entre usuário e plataforma, e não propriamente entre usuários. Schwier fala sobre as mensagens assíncronas no ambiente virtual, enquanto “usuários podem decidir por conta própria se, e quando desejam criar seus próprios, consumir ou avaliar conteúdos de outros usuários”. A comunicação não é valorizada como deveria, descreve BODENDORF, F., (2009), “(…) Current e-learning systems focus on supporting the creation and presentation of learning materials.

The communication between the learners, which is also an important factor for a successful learning experience, is not taken into account seriously enough in today’s E-Learning systems.”. Levando tal fato em consideração, descreve as vantagens de se utilizar um mecanismo de recomendação como meio para promover e enriquecer a comunicação nos fóruns dos ambientes EAD, onde conteúdos relacionados são dinamicamente exibidos. Por intermédio das extensões a e-learning da ferramenta de discussão em fórum Comtella-D, ABEL, F. (2010) e companhia constatam que “Pequenas quantidades de usuários e um pequeno número de entradas são o bastante para gerar recomendações precisas”.

Técnicas aplicadas ao Ensino a Distância

Pichon-Rivière, E. (1982) “(…) uma conceituação denominada “cone invertido”, um grupo opera melhor quando há pertinência, afiliação, centramento na tarefa, empatia, comunicação, cooperação e aprendizagem no conjunto de pessoas em ação”. Onde a analogia a um cone invertido diz respeito à junção de interesses comuns de um grupo de usuários. O autor tem participação em pesquisa mais técnica em 2002, quando Pichon-Rivière, E. (2002) ressalta que “(…) não é possível remover PeerGroups da rede P2P”, justificando-se pela estrutura necessária para que se haja uma organização mínima utilizando a arquitetura de redes P2P.

Mais adiante, ROSA, M. E. S., (2006) “(…) propõem a utilização de um mecanismo baseado em SNMP sobre redes P2P para administrar e controlar múltiplos sistemas autônomos independentes para o framework GigaManP2P”. O log de comportamento dos usuários já vinha sendo explorado através de web mining : SRIVASTAVA, J., (2000) “(…) Recentes pesquisas utilizam técnicas da mineração de dados aplicadas aos dados Web. em uma área denominada de Mineração Web”. Visando a otimização da plataforma EAD, Cooley ressalta a importância da organização em EAD: “Além de remover registros inúteis (e.g. arquivos de imagens), deve-se identificar os diferentes usuários, organizar os acessos em sessões associadas aos respectivos usuários, etc”.

METODOLOGIA

A pesquisa, de caráter exploratório e experimental, será realizada a partir da configuração de servidores web locais, com suporte à linguagem de programação PHP, na qual as principais ferramentas LMS se baseiam. Eventualmente pode ser necessário o uso de mais de um host server, com a finalidade de efetuar testes específicos em rede.

Etapas e atividades

  • As dez etapas previstas devem ser alocadas no período de seis meses
  • Análise de testes realizados previamente
  • Relação de modalidades de ensino existentes
  • Relação de plataformas existentes
  • Análise de aspectos em formato de curso
  • Análise da aplicação de objetos de aprendizado
  • Análise de controle sobre os conteúdos
  • Benchmark de desempenho em requisições
  • Simulações com recursos de comunicação
  • Análise dos níveis de segurança
  • Revisão e adequação a padrões

Recursos necessários

  • Um computador com acesso à internet;
  • Pacotes de software específicos para testes;
  • Um especialista em pedagogia;
  • Um desenvolvedor web;
  • Uma terceira pessoa, voluntária, para fins de testes de interação entre usuários;

BIBLIOGRAFIA

  • GONCALVES, M. Protecting your Web site with Firewalls. Prentice Hall, 1997.
  • Pichon-Rivière, E. (1982) “Teoria do Vínculo” – Livraria Martins Fontes, 1ª Edição Brasileira, , São Paulo SP Brasil.
  • Rosa, M. E. S., Nascimento, A. M., Stynik, L., Duarte Jr, E. P., (2006). JXTA PEER SNMP: Implementação de um Peer de Gerência sobre Múltiplos Sistemas Autônomos. In 11o Workshop de Gerência e Operação de Redes e Serviços (WGRS – SBRC 2006), pp. 27-34, Curitiba, Brasil.
  • ZAÏANE. O. et al., Discovering web access patterns and trends by applying OLAP and data mining technology on web logs. In Advances in Digital Libraries, pages 19-29, Santa Barbara, CA, April 1998.
  • SRIVASTAVA, J., et al., Web Usage Mining: Discovery and Applications of Usage Patterns from Web Data. In ACM SIGKDD Explorations, January 2000.
  • COOLEY, C.; MOBASHER, B; SRIVASTAVA, J. Data Preparation for Mining World Wide Web Browsing Patterns. Journal of Knowledge and Information Systems, (1) 1, 1999.

  • MOORE, Michael; KEARSLEY, Greg. Educação a Distância: uma visão integrada. Tradução Roberto Galman. São Paulo: Thomson Learning, 2007.
  • PERRATON, H. et al. A theory for distance education. Distance Education: Internacional perspectives. p. 34-35. New York: Routledge, 1988.
  • F. Bodendorf, “Controlling Communication Processes in E-Learning Scenarios,” Proc. Conf. Web-Based Education, 2009.
  • ABEL, F. et. al. “A Rule-Based Recommender System for Online Discussion Forums,” Proc. Fifth Int’l Conf. Adaptive Hypermedia and Adaptive Web-Based Systems, pág. 12-21, 2008.