26 de setembro
Código fonte
135 visualizações

Comprar software ou pagar pelo uso?

Uma decisão cotidiana para gerentes de serviços de T.I., que é orientada pelos objetivos do negócio, alinhada aos objetivos de T.I. Cabe então a análise de variáveis e restrições para então considerar a solução de adoção completa ou parcial de ambas as formas de aquisição de software.

O micro-empreendedor se questiona diariamente respeito de seus processos e produtos, com a finalidade de refletir se já possui a estrutura ótima. O problema da aquisição de software toca a tangente de Serviços de T.I. e seus parâmetros OPEX / CAPEX. Felizmente, existem informações do contexto que podem cooperar para a escolha ótima, seja ela a compra, pagamento pelo uso de SAAS (software como serviço), ou ambas as opções.

Software como serviço (SAAS)

Tanto para negócios que utilizam software como atividade-meio quanto atividade-fim, para inovação ou operação, software como serviço em nuvem tem sido prioridade devido à sua escalabilidade, custo-benefício e auto-manutenção. São muitas as opções de provedores e serviços de qualidade, como Azure, Amazon, DigitalOcean […]

CAPEX e OPEX

CAPEX e OPEX são dois modos distintos de classificar aquisição de software. CAPEX classifica compras com despesas de capital, ou seja, aqueles investimentos que aumentam produtividade para aumentar lucratividade, como equipamentos mais modernos. OPEX são as despesas operacionais, custos de pagamento obrigatório recorrente para “manter o avião voando”.

Objetivos do negócio e Objetivos de T.I. – de acordo com COBIT

A ISACA (Information Systems Audit and Control Association), responsável pelo COBIT internacionalmente, estabelece uma metodologia de relacionamento dos objetivos do negócio (Enterprise Goals) com os objetivos de T.I. Essa metodologia inclui uma matriz de alinhamento de objetivos de T.I. com objetivos de negócio:

Safari Books COBIT Matrix
Figura 1 – Alinhamento de Objetivos de negócio e Objetivos de T.I., como primários (P) ou secundários (S)
Fonte: ISACA – COBIT 5 (2012)

Restrições e variáveis de decisão

Como pesquisa inicial, vale observar o que fazem seus concorrentes e parceiros. Eles produzem com equipe própria? Eles participam do processo de desenvolvimento? Eles adquirem de outros parceiros?

Comparar e decidir é o passo final. Após tomar conhecimento de todas as opções possíveis, chega a hora de colocar na balança os fatores-chave:

  • A reputação do fornecedor no mercado. Isso inclui pesquisas de satisfação com os clientes do candidato a fornecedor.
  • O nível de serviço definido os serviços. Isso inclui o tempo que deve ser dedicado pelo profissional de suporte e o tempo máximo em que o serviço pode ficar indisponível.
  • A depreciação é uma variável de grande peso a ser analisada, uma vez que softwares produzidos com linguagens muito antigas podem requerer conhecimento que desenvolvedores atualmente não possuem, ou que poucos possuem e requerem altos salários.
  • Os mecanismos de prevenção e contingência, como políticas de acesso e replicação dos bancos de dados.
  • A solução alternativa, caso o último recurso de contingência falhe.

Precisa contratar um profissional para cuidar dos seus softwares? Conte comigo. Abrir o Chat Live

Bibliografia

  • ISACA – COBIT 5

Um pouco sobre o autor

Matteus Barbosa - Desenvolvedor Web
Interessado por negócios e tecnologia, sou formado em sistemas de informação pela PUC e atuo como consultor de aplicações web, resolvendo problemas de negócios relacionados a conciliação bancária e plataformas de ensino a maior parte do tempo. Me interessa documentação de qualidade, casos de sucesso e networking. Agreguei valor para os negócios onde contribuí. Entre os próximos objetivos, busco experiências de desenvolvimento internacional.